A segunda entrega de resultados do Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo (TERCE), promovido pelo Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação (LLECE), divulgada na semana passada, mostrou o avanço no desenvolvimento da educação dos países da América Latina envolvidos no projeto. Os participantes são Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai, além do estado mexicano Nuevo Léon.

O TERCE analisou o desempenho dos alunos do quarto e sétimo ano do ensino fundamental dessas localidades, apontando os avanços e o que ainda precisa ser melhorado nas competências de leitura, matemática, redação e ciências naturais. Além de analisar o desempenho dos países em cada uma delas, o estudo ainda disponibiliza a porcentagem de alunos que se enquadra em cada um dos níveis de aprendizagem (I, II, III e IV), ou seja, I são os estudantes com pior rendimento e IV, com o melhor.

No caso do Brasil, os alunos do quarto ano estão dentro da média esperada em leitura, computando 712 pontos, e acima da média prevista na disciplina de matemática, com 727 pontos. Já em relação ao sétimo ano, leitura destacou-se com uma pontuação acima da esperada pelo estudo, sendo 721 pontos, e matemática e ciências naturais, competência não analisada para os mais novos, ficaram dentro da média, com 709 e 700 pontos, respectivamente.

Segundo o estudo, “em matemática e ciências naturais no sétimo ano, a porcentagem mais alta de estudantes se encontra no Nível II, seguidos do grupo que está no Nível I. Em leitura no sétimo ano, as porcentagens mais altas também estão no Nível II, mas seguidos dos alunos que se encontram no Nível III”. Assim, os valores de matemática e ciências naturais no sétimo ano para o Nível II são 43,5% e 42,9%, respectivamente, enquanto o nível seguinte com maior número de alunos é o I, com 39,8% e 37,2%, respectivamente. Já em relação à leitura no Nível II, a porcentagem é de 52,2 e no Nível III, 20,2%.

Além desses conteúdos, o País também foi analisado em relação à redação. O critério foi dividido em três competências: discursiva, textual e convenções de legibilidade. Os resultados tanto do quarto como do sétimo ano são similares: ambos os anos conquistaram pontos abaixo da média na primeira competência, valores esperados na segunda e, por fim, mais pontos que o esperado no último.

No final da análise, considerando as competências discursiva, textual e convenções de legibilidade, o Brasil conseguiu um resultado dentro do esperado, tanto no quarto como no sétimo ano. O primeiro pontuou 2.90, enquanto a média era de 2.86 e, o segundo, 3.15 quando se esperava 3.19.

Fonte: Universia Brasil

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