Em 2008, o Facebook se tornou a rede social mais popular do mundo, superando o MySpace. No Brasil, isso ocorreu três anos depois, ao desbancar o então líder Orkut. Uma vez que sentou nesse trono, não saiu mais nesses últimos quatro anos. E no apagar das luzes de 2015, não parece dar sinais de que sairá tão cedo, na opinião de especialistas ouvidos pelo UOL.

Devido à sua rapidez para trazer novos recursos, além da administração eficiente da equipe de Mark Zuckerberg, o Facebook continua se mantendo no topo e ainda comprou dois de seus possíveis concorrentes, o Instagram e o Whatsapp. As redes sociais veteranas –Twitter, Google Plus, Pinterest– não estão acompanhando o crescimento da grande rival no mesmo ritmo, e as novatas –Ello, Tsu– não disseram ainda a que vieram.

E ao contrário do que esperava, as aquisições do Instagram e do Whatsapp não levaram à deterioração de nenhum dos dois.

“O fato de manter elas funcionando de forma independente talvez seja um indício de que o objetivo é mais compartilhar expertise do que propriamente acabar com a ferramenta original. O Facebook estaria mais interessado em desenvolvedores para dispositivos móveis, setor em que eles não eram fortes ainda”, ressalta a pesquisadora Gabriela Zago, doutora em Comunicação e Informação pela UFRGS.

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Sucessores na linhagem
Com Instagram e Whatsapp consolidados, além do crescente sucesso do Snapchat, será que o futuro das redes sociais está no celular?

“Numa sociedade em que a demanda por ‘broadcast’ [comunicação interligada] pessoal e móvel só aumenta, o Snapchat é a ferramenta que melhor atende nesse sentido. E ele vem escalando de maneira muito rápida no Brasil, não só entre jovens”, aponta Ian Black. Sobre se será ele um “futuro Facebook”, o executivo não arrisca. “Acho que as chances de surgir um ‘novo Facebook’ são as mesmas para o surgimento de um ‘novo Google'”, teoriza.

Beth Saad ressalta que para haver uma nova rede social tão grande quanto o Facebook, a forma como entendemos a internet precisaria mudar.

“O Snapchat bombou por trazer uma tremenda instantaneidade, como o Twitter, mas agora usa exclusivamente imagens e um tom narrativo muito personalista. Não é uma rede para informação, mas de puro relacionamento da vida alheia. Mas o ‘novo Facebook’ não vai vir em 2016, pois há um tempo de gestação para isso. E teria que ser uma nova configuração de rede para além do que temos hoje. Algo mais amplo, que envolva mais inteligência artificial e geolocalização, coisas que pensem adiante”.

“O que pode haver também é uma dispersão dos usuários do Facebook para muitas outras redes, e não mais teremos um único serviço de posse de todas as nossas vidas. Em uma hipótese de dispersão maciça das pessoas, elas por exemplo perderiam acessos a outros serviços que dependem de login para o Facebook. É uma rede que conseguiu ampliar cada vez mais nossa dependência”, pondera Alex Primo.

Por: Márcio Padrão
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