Este artigo apresenta uma visão otimista do futuro da educação sob o prisma da tecnologia com escala. A pandemia que assola o mundo desde 2020 acelerou diversas mudanças em todo o mundo, com impacto principal às atividades que eram presenciais e envolviam muita interação humana. A tecnologia como meio ajudou a impulsionar essa mudança em muitos setores, e com a educação não foi diferente. Os desafios são até hoje inúmeros, e vão desde a educação infantil até a continuada.

O passado da educação foi presencial

O modelo educacional vigente até o início de 2020 foi essencialmente presencial, desde a educação infantil até o ensino médio. No entanto a educação superior e continuada já observava forte tendência ao modelo completamente digital a distância, como mostra este artigo do UOL, publicado em 2019.

O presente da educação é incerto

Enquanto muitas escolas e universidades seguem com indefinição e praticando o ensino digital improvisado, muitos estudantes sofrem com a falta de estrutura necessária para poder seguir a vida acadêmica com qualidade e engajamento. A mudança integral da rotina pode ter impactos significativos especialmente para os públicos infantil e juvenil, em que o processo de ensino e aprendizagem ocorriam sobretudo com vivência física e experiências sensoriais.

O futuro da educação é híbrido

O mundo está passando por mudanças drásticas na utilização e difusão de novas tecnologias em todas as áreas possíveis, e na educação a principal barreira ainda é financeira: o baixo poder aquisitivo das populações de países sub desenvolvidos ou em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, impedem a obtenção da infraestrutura necessária que pode garantir a melhor experiência da aprendizagem híbrida. Os governos pouco oferecem, e as instituições mais bem preparadas estão disponíveis apenas para as classes mais abastadas, aumentando ainda mais o abismo social presente em todo o mundo entre estas classes.
O futuro híbrido significa dizer que a tecnologia e a concepção de ensino a distância não substituirão o modelo tradicional, mas deverão se aglutinar de forma que os benefícios de ambos os modelos sejam integralmente aproveitados pelo estudante.
A presencialidade e interação social são indispensáveis para a formação de crianças e jovens. A escola como espaço de convivência e cultura deve ser a próxima grande mudança de paradigma do modelo atual para o mundo pós-pandêmico, sendo que o padrão atual de sala de aula deve ser extinguido a começar pelas escolas referência e de alto padrão. Evidentemente que políticas públicas que garantam a difusão dos novos modelos híbridos ainda serão um grande problema para países como o Brasil, no entanto o primeiro passo já foi dado, e foi a força.